Preço do café: entenda como a economia afeta os valores

Tempo de leitura: 3 min

Escrito por Carlos Meira
em julho 29, 2022

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Saiba como fatores econômicos afetam o preço do seu cafezinho

O Brasil é o maior produtor de café do mundo. Para se ter uma noção, a média de produção anual em toneladas é de 3.019.051, com uma de plantio em que ultrapassa 1.994.761 em hectares. Isso é um reflexo que nos coloca como um dos países produtores dos melhores cafés.

Nossos números também não ficam muito para trás quando o assunto é consumo. No ranking mundial, ficamos em segundo lugar, perdendo apenas para os Estados Unidos, que, anualmente, consomem um pouco mais de 4,5 milhões de sacas do que o Brasil.

Mas, se você foi ao supermercado ultimamente, reparou que o preço dos grãos subiram além do esperado. Isso é resultado direto de uma soma de fatores, desde a guerra que está acontecendo na Ucrânia até um período maior de seca, que impede a umidificação natural dos solos.

Se preocupar com o preço atual do café — ou com a sua elevação — não é uma preocupação apenas dos economistas, mas de todos os brasileiros. Afinal, o grão está incluso na nossa cesta básica e é um componente fundamental para as nossas manhãs, acompanhado de um bom pão e outros quitutes.

Quer entender como a economia afeta, de fato, o preço do café e quais são os acontecimentos atuais que influenciam no seu valor final? Então você está lendo o artigo correto! Continue até o final para sanar todas as suas dúvidas.

Afinal, como a economia afeta o preço do café?

Assim como todos os outros alimentos que adquirimos no supermercado, o preço do café é afetado pela atual economia do país e também do exterior, principalmente de outras nações que importam o café diretamente do Brasil.

Pensando nisso, apresentamos abaixo os principais tópicos econômicos que ditam o preço do café que você retira na prateleira. Confira:

1. A valorização da colheita do café

O café no Brasil está passando por uma supervalorização, o que faz com que seu preço fique um pouco “salgado”. Você deve estar pensando: “mas, se o café está valorizado, seu preço deveria ser menor”. Não é exatamente assim. Quando um produto é valorizado, significa que sua colheita está aprimorada, ou seja, o preço sobe.

É só pensar na valorização do dólar; quando ele está valorizado, os produtos importados para o Brasil ficam ainda mais caros. Sobre o assunto, o diretor executivo da ABIC, Celírio Inácio, explica:

“Sem reajuste, há um comprometimento na sustentabilidade do negócio. Para o consumidor continuar tendo acesso a um produto de qualidade, que ele está acostumado, precisará compreender o reajuste que a prateleira irá apresentar. Diante deste cenário, o consumidor terá que ficar atento e desconfiar daquelas marcas que oferecem preços muito baixos”.

2. O dólar

O dólar está passando por flutuações não vistas há muito tempo, além de uma inflação interna que está assustando os americanos. Existe um motivo para isso: a Guerra na Ucrânia. Por mais que ela ocorra em outro continente, afeta diretamente o preço do café aqui no Brasil.

Isso porque, durante uma guerra, acordos comerciais são encerrados, insumos provenientes de outros países não chegam e com isso o preço tende a aumentar — além da instabilidade econômica das maiores potências mundiais.

3. Produção

Hoje em dia existem tecnologias de ponta para que problemas naturais não prejudiquem a plantação do café e outros grãos. Mas quando o clima não está propício, mesmo com todo o preparo, a plantação tende a ficar mais fraca.

Isso aconteceu, por exemplo, em 2020 quando se registrou uma geada que não se via no Brasil há mais de 27 anos. O que prejudicou o tamanho da safra e a qualidade dos grãos.

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